quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Amor pode ser mais Factível


Por Sandra Maia . 04.05.11 - 15h59 - Yahoo!!!

E se de todo sofrimento brotasse só amor?


Sofrimento é opcional. E, ao escolhermos sofrer, por uma ou outra perda, deixamos de crescer com o que experimentamos, deixamos de evoluir.

É esse é o tema da semana, um convite para reflexão. E, creio que vem a calhar com o momento que vivemos, no qual, em muitos corações, o que impera é ódio, a sede de vingança, o ressentimento, a mágoa.

E é claro que, na nossa humanidade, sentir isso faz parte. Como já afirmei outras vezes, não dá para negar um ou outro sentimento à medida da nossa decisão. Se assim o fizermos, de forma racional, ao negar, por exemplo, o ódio, não vamos sentir amor. Ao negar a mágoa, não vamos sentir prazer, ao negar a inveja, não vamos conhecer o desapego.

A questão é: por quanto tempo vamos carregar no nosso coração o lado negativo, o lado destrutivo de cada sentir? Por quanto tempo vamos nos permitir ficar com o que é ruim e fazer brotar do nosso sofrimento miséria ao invés do amor?

Sim. Essa também é uma escolha. Sofrimento é opcional. E, ao escolhermos sofrer, por uma ou outra perda, deixamos de crescer com o que experimentamos, deixamos de evoluir. Paralisamos na nossa incredulidade ao imaginar – “Não merecemos! Não é justo. De novo, não”. Etc, etc…

Você, leitor(a), pode até me questionar sobre como isso tudo está conectado ao relacionamento. Diria então a você que está totalmente vinculado. No nosso dia a dia podemos tudo. Podemos sempre escolher ficar com o melhor. Podemos sempre olhar para o outro com amor. E isso faz toda a diferença.

Transformar Usar de empatia ao invés do egoísmo faz uma diferença enorme quando a questão é amor. Nesse sentido, mudar o olhar nos empurra para simultaneamente mudar de atitude e, por conseqüência, transformar o que sentimos.

Discutir o problema versus discutir a relação, discutir o que está acontecendo no momento com quem está à nossa frente e, não trazendo junto uma mala cheia de crenças e marcas, que em nada ajudam na relação atual é elementar.

Já pensou? Consegue imaginar como seria viver cada relação como se fosse a primeira vez?! Com aquele olhar de descoberta, curiosidade. Aquele olhar de quem acima de tudo quer aprender, crescer, evoluir. Nossa! Como nossas relações seriam diferentes. Como o amor seria mais factível.

Infelizmente, trazemos conosco na memória situações que nos fazem agir como “gatos escaldados”. Ficamos ali, esperando o pior, sabendo que ele vai acontecer e, então, com a nossa fé – acontece! Ou seja, pela lei do efeito contrário, atraímos tudo o que não queremos. Por isso, insisto para que você foque exatamente no que quer e, não no que não quer.

Quando invertemos esta equação só o que conseguimos é repetir uma história que reforça ainda mais nossas crenças erradas. Estejam elas embasadas em abandono, rejeição, traição e assim por diante.

Mudança Enfim, para que você possa refletir sobre o que está fazendo com suas escolhas, fica o convite para que experimente perdoar-se pelo que viveu e, de alma limpa, possa renovar suas escolhas.

Espero, de coração, que você possa olhar para suas marcas como um algo importante no seu crescimento e desenvolvimento. Como algo que você conheceu, mas que não influencia mais suas escolhas atuais.

Acredite que merece mais. Que pode viver com tudo o que for bom, belo e verdadeiro e, refaça, dessa forma, sua vida. Para mudar, é claro, é sempre importante um trabalho de autoconhecimento para saber onde exatamente está. Trabalhos de grupos, ajuda externa, tudo o que acrescenta e não diminui.

Em muitos casos, só o fato de falar sobre suas questões e problemas com outro já é um caminho para que possa se ouvir – e então mudar o que precisa ser mudado. As respostas, afinal, trazemos conosco. Para acessá-las há que conectar-se com seu eu interior…

Escolhas, sempre escolhas!

A coluna de Sandra Maia é distribuída com exclusividade pela BR Press.

Nenhum comentário:

Postar um comentário