sábado, 21 de maio de 2011

Criança Interior por Fernando Pessoa


“A criança que fui agora chora na estrada.

Deixei-a ali quando vim ser quem sou

Mas hoje, vendo que o que sou é nada

Quero ir buscar quem fui onde ficou.”

Fernando Pessoa

O intuito de escrever este artigo é compartilhar com você um conhecimento interior que enriqueceu completamente minha experiência. Após esta descoberta minha visão de mundo e de mim mesmo girou seus 180º. As emoções que sinto como raiva, tristeza, mágoa... Receberam uma nova claridade. Essa nova perspectiva levou-me a ressignificá-las. Ao invés de continuar classificando-as como negatividades ou vícios, comecei a ver minha própria dor como uma oportunidade de autoconhecimento e autodescobrimento. Sim, elas passaram a ser uma rica oportunidade para me conhecer. Pode parecer estranho ver positivamente algo que nos cause dor, porém, permita-me explicar melhor como cheguei a esse conhecimento e, acredito, nossa compreensão sobre quem realmente somos certamente ganhará maior amplitude.

Antes de continuarmos, quero convidá-lo(a) a ir comigo visitar o “campo da unidade”. Trata-se de um lugar que todos nós podemos ter acesso. Sim, por gentileza, vamos juntos a este local. O “campo da unidade” é um lugar em que não existe certo nem errado; não existe culpado nem vítima; não existe julgamento, proibição nem restrição a ninguém. Ali nos tornamos meros observadores da vida. Todos podem se encontrar neste lugar e viver em unidade, apesar da diversidade. Lá ninguém é contra nada nem contra ninguém. Neste campo, a natureza ganha em expressão, e passamos a ver que a sua diversidade não é uma ameaça, mas riqueza. Sim, os seres humanos também são diversos e não há como obrigar ninguém a pensar como nós ou proibi-los de expressar a maravilha que trazem dentro de si. Também não se pode controlar ninguém e, talvez, por este motivo, possa parecer um tanto conflitante para nós convivermos ali, acostumado que estávamos com a necessidade de poder e controle. Estamos nos aprofundando cada vez mais, chegando ao núcleo deste “campo”. Este é o ponto decisivo do local, pare aqui por alguns segundos. Neste momento o aprendizado começa a realmente acontecer. Aqui, eu e você nos encontramos “sem chão”. Ou seja, colocamos em suspensão todas as nossas crenças, tudo aquilo que projetamos como nosso modelo de verdade é suspenso, AGORA. Aceitamos desestabilizar tudo o que aprendemos de modo que algo novo possa surgir. A aceitação completa do que é, do que somos, acontece aqui. Não temos mais classificação alguma sobre nada. Estamos abertos, e isso é tudo. Bem-vindo ao “campo da unidade”. Podemos continuar!

Enviado por Mário Lúcio Silva!

Nenhum comentário:

Postar um comentário