sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COMO COMER O FOGO E BEBER A LUZ


O MAIS ANTIGO RITUAL DO FOGO (ou COMO COMER O FOGO E BEBER A LUZ):

Primeiros sinais do alvorecer. No céu, já uma pequena claridade. A superfície das águas
funcionava como espelho cristalino. O vento estava bem suave; apenas uma aragem balançava
molemente as folhas e os frutos. Nas profundezas da terra, assim como o próprio dia, muita vida
se preparava para nascer.
Na tela tridimensional, aparecem as casas da comunidade rural: grandes e bem
planejadas, feitas de blocos de pedra sintética (No antigo texto Famine Stele, localizado no século passado nas redondezas de Elephantine, Egito, há descrições de antigas técnicas de fabricação
de pedra, discriminando, inclusive, 29 minerais que, junto com cal e outros agregados, podiam
formar uma tal pedra sintética muito utilizada na construção de templos e pirâmides.), unidos
entre si pelo cimento característico das construções de Um (Os ingredientes desse cimento ligam-
se de maneira mecânica e não molecular, como o de agora. Resultado: enquanto o nosso cimento
resiste por aproximadamente 150 anos, o antigo durava milênios.). Há luz (Luz forte e contínua,
fornecida por um mineral hoje desconhecido na Terra.) no interior das casas, o que certamente
significa que os moradores estão fazendo suas abluções matinais.
A luz se apaga no interior de uma casa. Um segundo depois, abre-se a porta, por ela sai
um casal.
A luz se apaga no interior de outra casa. Abre-se a porta; por ela sai outro casal.
A luz se apaga no interior da terceira casa. Abre-se a porta; por ela sai um terceiro casal.
Uma quarta porta e um quarto casal. Uma quinta, sexta, sétima... décima, centésima.
Minutos depois, toda a comunidade já está caminhando em direção ao lugar, onde, ao ar
livre, é celebrado o Ritual do Fogo. Nas mãos do que parece o líder, está o único instrumento que
utilizam na celebração do Sol: uma pirâmide de degraus, oca e feita de ouro puríssimo. Outros
homens e mulheres carregam instrumentos agrícolas.
Pés descalços, movimentando-se ritmadamente por cima do grosso tapete de relva.
Tau. ( A comunidade inteira, em silêncio, rendeu graças a Deus Sem Nome.)
Céu e Terra.
Fogo e Luz.
Energia e Substância.
Alimento farto.
Amor! Amor!
Paz!
Tau. (Novo silêncio saturado de devoção)
No coração e na mente daqueles camponeses, o Ritual do Fogo já estava começando.
Continuaram andando, em paz, até que...
... os passos se detiveram em um certo local: uma clareira. No chão, inscrito num círculo, estava
desenhado o seguinte símbolo:
A Cruz do Movimento Universal, adotada em todo o Império Um e que simboliza as Quatro
Forças Primárias (Tempo, Espaço, Verbo e Átomo). Cada haste é dotada de uma ponta aguda
como se fosse a de uma lança, isso quer dizer que a Força a que se refere está perfeitamenteativa... Sobre a função dessas Quatro Forças Sagradas, diz um texto sagrado de Um: “No início,
reinava o Caos no universo, que estava mergulhado nas trevas e no silêncio. Pois então o Sem
Nome, desejando criar mundos, ordenou às Suas Quatro Forças que estabelecessem a lei e a
ordem no universo, a fim de que as criações pudessem ser feitas. Após serem estabelecidas a lei
e a ordem, as Quatro Forças Sagradas realizaram as criações segundo os desejos do Sem
Nome.”
Era círculo, os membros da comunidade sentaram-se no chão, era postura de lótus, com
as palmas das mãos voltadas para cima. Muito significativamente, o líder da comunidade
depositou a pirâmide de outro no centro da cruz e depôs voltou à roda, sentando-se também.
Silêncio.
A comunidade fez um breve exercício respiratório. Depois, de olhos fechados,
concentraram-se todos fixamente na cruz e na pirâmide... A mente ordena, a energia obedece: da
fronte de cada um dos presentes jorrou, então, uma energia ígnea que se precipitou, como uma
flecha, para o centro do circulo. Resultado: a cruz e a pirâmide de ouro arderam num fogo
translúcido...
Acesso o altar, tudo em volta também se acendeu: á visão dos camponeses apareceu,
nítida, a Escada da Evolução – desde os pequeninos elementais (gnomos, fadas, silfos, ondinas e
salamandras) até as gloriosas Inteligências Solares. Com relação aos “pequeninos”, o cerimonial
era uma festa e tanto: lá estavam eles enganchados nas árvores e nos ombros dos humanos,
bailando no ar e no fogo, rindo, rindo, rindo... Os Devas, que os dirigiam e tomavam conta deles,
sorriam, entre imponentes e paternais. Os grandes Devas dos quatro pontos cardeais
apresentaram-se como colunas de Luz, erguendo-se da terra ao céu. Os Anjos dos Sete Raios
expandiam suar auras e se assemelhavam a cálices transbordantes. Os Mestres-Guias da Raça
Aben estavam presentes, e atuavam no sentido de unir a consciência dos seus pupilos às
Sublimes Consciências Solares. E quanto a estas, lá estavam, no coração do Sol,
semimaterializadas em cores...
Em perfeita Fraternidade de Amor, os elementais, os homens e os anjos cantaram em
uníssono:
AAUUUMMM! (Diz o manava Dharma Sastra, antigo livro hindu: “No começo, só existia o infinito,
chamado aditi. No infinito, encontrava-se a AUM, razão pela qual deve preceder toda prece ou
invocação.” E o livro do Manu, outro antigo livro da Índia, acrescenta: “O AUM significa o paraíso,
o céu e a terra.”)



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