segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Tempo é o mesmo tempo de sempre - um relato em tempo real!

DEsta vez vou fazer um relato em tempo real.
REsolvi fazer uma "descompressão astral" e bati em retirada para a praia na sexta-feira cedinho.
Por lá fiquei para contemplar o mar, tomar sol e principalmente não pensar em nada.. é isso mesmo!.. não pensar.. a mente é incessante e luminosa, não para nunca.. então precisamos dar uma parada e escolher algo que nos faça abstrair os pensamentos mais insistentes.
No meu caso é andar quilometros a fio por uma praia deserta, ficar contemplando horas o mar.. olhar para o céu, observar as formas das nuves...

E fazendo isso tudo observando as marés de luz nova, também observei como esta história de que não temos tempo, ou que o tempo está curto demais é uma lorota sem fim de neuróticos escrevizados de agendas que a grande maioria somos.

Lá observando o mar, o cair da tarde o vento leste soprava.. é tão raro o vento leste soprar... normalmente é o vento sul, o vento de virada de maré, o vento sudoeste.. mas o vento leste é raro... até porque é um vento que pede mesmo que a gente medite... é o vento que anuncia iluminção e mudanças em nossas vidas.

E sendo uma pessoa de vento como sou.... respirando todo aquele frescor do constante vento leste, obeservando a maré, lembrei que aprendi a subsituir o relógio pela tábua das mares, posição do sol e das estrelas e pensei comigo... o tempo continua sendo o tempo... a natureza obedece respeitosamente os indicadores do tempo...

Em seguida, se aproxima um grupo de pescadores com um picaré com cerca de 200 mestros (picaré é um rede de pesca) e dentro do tempo da maré, do exato momento que o vento leste parou de soprar, indicando que a Maré vai fazer uma pausa para começar a encher novamente, os pescadores colocaram a canoa no mar e foram "bater picaré" e alí ficaram e fizeram o processo cerca de 3 vezes. Algumas pessoas juntavam para ver os peixes que a rede havia trazido... robalos grandes, alguns carangueijos... peixes chamados Vento Leste...
E o tempo era adequado para aquele momento...
Quando eles terminaram a pescaria, ao cair da noite, o vento leste começou a bater novamente, anunciando então a virada da maré.
Tudo isso tão sincrônico... tão sem horário de verão.. tão humano e tão de deus... TÃO NATURAL!
Eles poderiam continuar extraindo mais peixes... no entanto teriam maior dificuldade por conta do vento e também não havia necessidade... o que haviam pego era o suficiente para vender, para se alimentar...
Fui para casa pensando em tudo aquilo... onde é que perdemos esta conexão com a natureza?
Por que precisamos ficar escravos das agendas?
Será que o mar e a natureza de forma gera, tem mais a dizer?

Se ouvimos o zen que diz para viver no momento presente, pois o passado passou e o futuro não existe. Eu refleti muito sobre esse momento realmente divino de observar pescadores fazendo o trabalho sem tecnologia alguma... simplesmente em sincronicidade com o que o ambiente estava oferencedo e "voilá!"
O quanto estamos querendo controlar ambientes, situações, ocasiões etc, interferindo na sincronicidade natural das coisas?
Devemos agir de acordo com o que o tempo e a natureza nos oferece. No caso da selva de pedra, o que a natureza de cada um oferece e entrar em sincronia com isto. Precisamos testar isto, pois desta forma podemos tem um ambiente para perceber e sincronizar com nossos obejtivos e metas, sem interferir e sem querer controlar, procurando extrair o melhor de todos os seres humanos que são o tempo, o vento e as marés de nosso dia a dia.

Madame Sadala

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