domingo, 9 de agosto de 2009

Desapega do apEGO!

Por Vera Bizinover
Se o apego fosse positivo, ele não teria intrinsecamente no seu nome a palavra EGO. Apegar-se não é positivo. Muito pelo contrário. Você se apega a uma pessoa, acha que a ama, mas, na verdade, por insegurança, medo, possessividade, carência, não quer perdê-la e a cerca por todos os lados.
Quando existem problemas de baixa auto-estima, pode ter certeza de que o EGO está bem escondidinho atrás deles todos. Camuflagem é uma das especialidades dele.
O apegado cobre o ser querido de mimos, às vezes deixando-no sufocado. Dá presentes caros que só o EGO pode comprar, vai a restaurantes finos de cuja comida o EGO pode alimentar-se. O apegado não presenteia com o cafuné, com o olhar. Ele precisa da matéria para explicitar os seus sentimentos.
Presentear alguém que se ama é completamente saudável. O que não é saudável é o que o EGO prega: receber o mesmo em troca. O amor dá incondicionalmente e o apego com segundas intenções.
Quando você está apegado (e não amando), liga a todo o momento para saber se ele/ela já lavou o cabelo, comprou tomate na feira, se tomou o remédio e, principalmente, para saber com quem a pessoa está no momento. Fica aborrecido se a pessoa não atende seu telefonema, mesmo que saiba que ela está no meio de uma reunião de negócios. Quando você está amando (e não apegado), você liga no meio da tarde só para dizer: “Oi.”. E, quando ela liga de volta após a reunião, você, feliz da vida, fala: “Como estava com saudades de ouvir sua voz.” O amor sempre confia e o apego desconfia.
O amor inventa alegria, dias floridos, sol mesmo com chuva. O apego cria o ciúme, a dúvida, o desconforto.
O apego é aquela roupa jogada no canto do armário que você guarda à espera de alguma ocasião especial. Só que essa ocasião nunca chega, não vem, nem virá. A roupa, em vez de estar sendo usada por alguém todos os dias, fica encruada no armário, já que ela é sua e assim será para sempre. Você não a usa nem deixa que ninguém use. O apego também tem uma coisa encruada: o medo da perda. Ele não ama, mas também não deixa os outros amarem.
O EGO não gosta da liberdade das pessoas nem mesmo da liberdade dos objetos materiais. O amor libera o amado para a felicidade, mesmo que nos braços de outro, o que é difícil, mas possível. O desapego também libera o vestido [roupa?] do armário por compaixão pelo outro que não tem como adquiri-lo. Isso até que não é tão difícil assim...
Quando você conseguir eliminar definitivamente o DESAP-EGO de sua vida, você finalmente conseguirá levar uma vida de paz e tranqüilidade. Quando mentalizar que “não precisa de ninguém para amar”, que “você é feliz mesmo sozinho”, o amor baterá à sua porta, cairá no seu colo.
Quando você se der conta de que não precisa de mais uma calça jeans, que aquele outro sapato vermelho não é tão necessário, você acumulará riquezas. Quando você deixar o EGO ir embora, o desapego desaparecerá, e a luz entrará em sua vida.
Boa Semana
Madame Sadala

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