sábado, 11 de abril de 2009

Viajante do Infinito - Ilusões!

A história de alguém chamado Silon
por Simon Leites Selau - MARAVILHOSO!

Pelas inúmeras vidas, seguindo sonhos e fugindo de certos medos, andante, nômade das estrelas, Silon nada mais é que simplesmente nada. Hoje na terra faz morada, com vontades diversas, qualidades distintas e defeitos escondidos e banidos pelo medo do julgamento alheio, do sistema comportamental que dita o rumo financeiro que não traz futuro ao mundo, apenas as ilusões do ego imundo no qual uma fatia significativa dos seres humanos acredita e faz parte.
No seu rosto as marcas de sorrisos sinceros da infância, nos banhos de chuva, das tardes de sol, nos trinta e cinco anos de vida vividos em sigilo, pois a ilusão que existe como realidade no mundo não deixa a pessoa ser o que é... Assim caminha a humanidade.
Silon não é belo, também não é feio, mas o que é beleza num mundo adverso? Peles de animais custam milhares de dólares em ombros bem cuidados pelos produtos do ego, as fábricas jogam toneladas de produtos na atmosfera da qual todos dependemos e pela má distribuição de renda, a alegria do Status fica registrada nos paraísos fiscais que não são de ninguém, enquanto milhões morrem de fome na África, vítimas de que? Da economia, do sistema financeiro que controla vidas, transforma rotinas, transforma stress em naturalidade limitando a alegria a raros momentos, de quando nos lembramos da simplicidade da liberdade que tivemos em momentos passados... Assim caminha a humanidade.
Silon não tem religião, não tem dinheiro, não tem muitas preocupações, pois aprendeu com o tempo a valorizar a simplicidade. Descobriu que riqueza e pobreza não significam alegria ou tristeza, o que dita o comportamento é a reconquista da pureza, quando o ser ouve mais seu sentimento e vence suas vaidades. Tudo que é belo o agrada. Tudo que traz um sentimento verdadeiro o faz feliz. Não se prende a sentimentos apaixonantes que prendem seres uns aos outros pelo simples medo da solidão, pelo simples medo da desilusão por acreditar na própria ilusão... Assim caminha a humanidade.
Silon se perguntava quando ia para o trabalho: Para quem realmente trabalho? Para onde realmente vão os impostos? Quanto tempo da minha vida dependerá da prisão do dinheiro? Até onde vai a destruição do planeta? Até quando será que a fantasia será ilusão, a ilusão fantasia, até quando as pessoas serão moldadas pelo externo? Será que alguém sabe o que é? Da onde veio e para onde vai? Ao mesmo tempo, Silon chega a conclusão que as pessoas vivem no futuro, observa o mundo a sua volta e todos estão. Com aqueles que conversou as preocupações sempre são as mesmas: Contas, bancos, limites, juros, erros do passado, fugas na bebida, no sexo proibido... Mas o que é proibido? Vemos que nada é transparente, as próprias pessoas tem medo do que sentem pelas regras ditadas pela sociedade... Assim caminha a humanidade.
Silon não é ninguém, é apenas mais um em meio a multidão, mas que olha o céu as vezes e tem o pensamento: Apenas na nossa galáxia existe bilhões de sóis, sendo que cada um tem um sistema! Deve haver algo mais. Silon é alguém diferente, pois pensa: A única certeza da vida é a morte, da onde vem o pensamento? Será que não existe nada mais, será que vemos apenas o que queremos?
Silon não sabe onde vai chegar, apenas gosta de aprender, valorizar o que tem e acreditar que cada pessoa tem uma riqueza, escondida atrás da névoa da incerteza que o medo traz. Silon acredita em seres de outros planetas, acredita que plantas tem energia, acredita em mentores e protetores espirituais, acredita em vida em outros planetas. Silon acredita que a muito mais que os olhos podem ver, acredita que por trás do Ego humano existe a liberdade. Acredita que os Mayas, os quais em uma vida passado foi um, evoluíram ao ponto de sumir aos olhos mundanos, estando numa nova freqüência, numa nova dimensão vibratória, assim como a luz que se sente e não se pode ver, assim como o vento que meche o cume das árvores. Silon disse certa vez que Jesus teve uma filha, que Jesus fez sexo e foi julgado por isso. Silon acredita nos seus amigos que o vem visitar, trazendo notícias de um planeta distante, mas eles tem que ir embora, pois a vida tem sua rotina, e Silon não tem escolha, assim como todos os seres humanos muitas vezes não tem escolha.
Silon fala que o homem que conquista seus sonhos é aquele que não cai diante de suas fraquezas, aquele que não se fortalece nas fraquezas alheias, pois o que ganha com isso, se vivemos numa nomeada sociedade interligada? Assim caminha a humanidade...
As tardes de sol são mágicas para Silon. Poder sentir a grama, poder sentir o sol, Silon vê os elementais nas plantas, brincando como crianças. Eles não são tão parecidos com os Duendes e Gnomos, apenas são seres pequenos, nem tem toucas, eles trabalham na energia que nos da vida, mas o tempo é curto, Silon precisa voltar pois a vida é uma rotina, ela é uma rotina para todos nós.
Da janela Silon observa os ônibus que enfumaçam o ambiente... Na maioria das vezes lotados de gente. Pessoas em grande maioria tristes, enquanto na rua passam carros importados. Silon vê a energia dessas pessoas no ônibus sendo sugada por aquele que dirige o carro da moda, sim, isso fortalece o ego daquele ser, que tem em seu foco apenas ter mais, para ter status social, esse status é realmente ter mais enquanto outro não tem, se não houvesse inveja qual seria a razão do status financeiro abraçado pela mídia social? Enquanto isso, Silon olha para o céu, vez que outra surgem discos voadores, eles não se parecem com essas latas de sardinhas em formato de disco vinil que as pessoas desenham, as naves são brilhantes, tem vibração elevada, apenas não podem ser vistas pelos olhos mundanos pela freqüência de sua energia.
Silon é homem robusto, alto, sorridente. Vez que outra está registrado nas piadinhas das pessoas que o rodeiam, pois ele ama as flores, vê nela tudo que o mundo esconde: Vê a pureza, a beleza da sua arte, nota que mesmo sem ganhar nada, embeleza o mundo, perfuma, traz equilíbrio, representa tudo de positivo na sua simbologia, sim, as flores são lindas.
Silon tem momentos ruins no seu dia a dia, mas a muito tempo aprendeu que o pensamento é a maior riqueza do ser, então fixa seu foco apenas ao que acrescenta a sua alma, apenas pensa no que o traz felicidade, assim descobriu novos mundos em outras realidades, os quais visita em sonhos e em momentos de meditação. Descobriu que os pensamentos moldam a realidade, são como um Imã que atrai medo ou conquista, sorrisos ou lágrimas, assim descobriu que o ser humano é construtor de si mesmo e constrói muito bem quando está no presente, não preso em preocupações futuras ou angústias do passado.
A muito tempo Silon não vê sua família, pode ser pela última depressão que teve, perdeu o emprego, perdeu o relacionamento. Sua ex namorada não quis ficar com um depressivo pobre que conversava com duendes... Mas isso hoje não importa. Silon da sua janelinha observa casais passando na calçada, uma vez ou outra o homem olha outra mulher, ou a mulher olha outro homem. Silon já viu muitos casos assim, as pessoas não amam, apenas se apaixonam e a paixão é passageira, quando a outra pessoa não alimenta seus desejos mundanos ela vai embora, o amor existe, mais é raro, muito raro. Hoje o materialismo liberta paixões, o amor virou o alimento para insegurança, o sexo tão banido virou fantasias e fugas no pensamento mundano, Silon acha isso estranho, prefere ficar com as flores do pátio nas tardes de sol.
Silon não sabe porque as pessoas tem tanto medo da morte, sempre achou que mais difícil foi nascer na terra, num mundo de desafios e provações, onde as pessoas lutam umas com as outras ouvindo mais seus medos do que as suas qualidades. Qual seria a razão da vida se acabasse tudo em menos de 100 anos? Qual seria a razão de uns nascerem em cadeiras de rodas e outros em mansões? Qual razão daquele que nasce sem um braço e aquele que nasce perfeito? Onde estaria a justiça divina? Na verdade, todos esqueceram o divino, pensando assim Silon foi banido de sua família tradicional a mais de 8 anos atrás. Nenhum psicólogo entendia seu problema e Silon odiava aqueles remédios que o desligava da realidade, são como as drogas que os jovens usam para fugir das regras da sociedade, é a mesma coisa, apenas foi legalizado seu uso para o controle dos malucos que não vivem no sistema dos certos.
Um dia Silon falou a um psiquiatra: Sabia que a terra terá mudanças, parte da população morrerá e haverá uma nova cultura quando os bancos falirem, quando o dinheiro não ter mais tanto poder, quando deixarem a humanidade saber como foi feita e por quem foi feita as pirâmides? O psiquiatra riu e falou: Da onde você tira essa idéia? Silon respondeu: Do mesmo lugar em que Jesus tirou a idéia quando falou que voaríamos pelos ares a milhares de anos antes de descobrirmos o avião! O psiquiatra ficou confuso... Silon disse: Os mayas a milhares de anos previram o aquecimento global, a quebra do setor financeiro, eu tirei isso do mesmo lugar que eles! O psiquiatra perguntou: Que lugar é esse? Silon respondeu: As estrelas me contaram.
Uma das mágoas de Silon é ter sido expulso de sua família tradicional, pelas suas idéias malucas, pelas suas depressões incuráveis, pelo seu modo de ver o mundo e porque vê duendes e conversava com seu cachorro e tinha amigos invisíveis quando era criança. Tem saudades das tardes chuvosas quando via os pingos caindo pelo chão e sabia que no final de tarde os elementais fariam uma festa quando surgisse o arco-íris, demostrando as cores que brindam a terra na sua vibração.
Silon não tem pressa, pois sabe que um dia estará livre para ser como é! Um dia o sistema que o prende não fará tanto sentindo na vida das pessoas, ele será entendido, ele será liberto, enquanto isso, ele brinca com seus amigos nas flores do jardim, nas inesquecíveis e ensolaradas tardes de sol.
Você que está lendo, quer saber onde Silon mora a mais de 8 anos? Ele mora no centro psiquiátrico onde você pode escolher o nome, num local que também pode ser da sua escolha, pois sei que nas palavras que descreveram essa história você se identificou em alguma parte, sendo que todos temos um pouco do Silon, e vivemos no nosso próprio centro psiquiátrico aprisionados pelas regras impostas pela sociedade, que não é de ninguém, que não pertence a lugar algum, na limitada visão da informação que temos acesso sendo controlados sem saber na rotina do dia a dia.

Um comentário:

  1. Madame... este texto é de uma grandeza!... somos assim mesmo.. estamos perdidos dentro de nosso hospital psiquiátrico... dopados! Dopados com as drogas que acreditamos que seja amor, confiança...Puxa!.. seria bom um grupo de estudos.

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